Na manhã desta quarta-feira (26), profissionais da rede municipal de ensino de Palmas, TO promoveram uma grande mobilização que resultou na paralisação de cerca de 90% das escolas da capital. Segundo a Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), aproximadamente mil pessoas participaram do ato — que partiu da Avenida JK, nas proximidades do Colégio São Francisco, e seguiu até a sede da Prefeitura de Palmas.
Os manifestantes protestavam contra o atraso no pagamento de direitos da categoria. Entre as principais reivindicações estão: o reajuste do piso nacional do magistério referente a 2025; a correção da data-base de 2024 e 2025; além de progressões e titularidades previstas para os profissionais da educação.
Durante a mobilização, educadores criticaram a gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos, acusando-o de prometer valorização e não cumprir. Também houve denúncias de pressão sobre servidores comissionados para impedir participação no protesto — conduta considerada ilegal pela categoria.
Cartazes, faixas e batucadas marcaram o protesto, que teve tom de urgência: o Sintet avisou que, se as pendências não forem quitadas, as aulas não serão retomadas no início do ano letivo de 2026.



