A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 30, a 9ª fase da Operação Sisamnes, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre o suposto vazamento e comercialização de informações sigilosas relacionadas a ações judiciais em andamento. A operação ocorre com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, os alvos desta nova fase da operação teriam acesso antecipado a detalhes de investigações policiais, o que pode ter comprometido a eficácia das medidas judiciais a serem implementadas.
Segundo apuração do portal G1, um dos alvos da operação é o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos).
Proibição de contato e apreensão de passaportes
Nesta etapa, a PF cumpre três mandados de busca e apreensão em Palmas. Também foi determinada pelo STF a proibição de contato entre dois dos investigados, além da proibição de deixarem o país, com a consequente apreensão de seus passaportes.
Privilégios ilegais a preso
A operação também investiga supostos privilégios ilegais concedidos a um dos investigados que está preso no âmbito da mesma operação. A medida visa esclarecer se houve interferência externa ou facilitação de condições especiais a esse detento.
Contexto da Operação Sisamnes no Tocantins
A Operação Sisamnes teve sua primeira ação no Tocantins em março de 2025. O foco era desarticular uma rede clandestina de monitoramento e repasse de informações sigilosas sobre investigações sensíveis supervisionadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na ocasião, a PF prendeu o advogado Thiago Barbosa, sobrinho do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Os autos apontam conversas entre ele e o desembargador afastado Helvécio Brito de Maia sobre processos em andamento no STJ. O procurador Ricardo Vicente também é investigado.
A Polícia Federal segue com as diligências, e novas fases da operação não estão descartadas. A equipe do Portal Sou Mais Tocantins acompanha os desdobramentos.



