Guerra Fria no Paço: Velozo Silencia, Polyana Ignora, e Palmas Arde nos Bastidores Exonerações silenciosas, telefonemas que não vieram e um clima de ruptura que escancara a batalha velada pelo controle da Capital.

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Guerra Fria no Paço: Velozo Silencia, Polyana Ignora, e Palmas Arde nos Bastidores Exonerações silenciosas, telefonemas que não vieram e um clima de ruptura que escancara a batalha velada pelo controle da Capital.

A temperatura política esquentou de vez na Capital! O prefeito em exercício Carlos Velozo (Agir) fez uma verdadeira dança das cadeiras nesta terça-feira, 15, promovendo mudanças em pastas estratégicas da gestão e deixando claro: ele acredita que permanecerá no comando da Prefeitura de Palmas, mesmo às vésperas da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, sobre o recurso que pode reconduzir Eduardo Siqueira Campos (Podemos) ao cargo.

Foram exonerados nomes de confiança absoluta de Eduardo, como Sérgio Vieira Marques (Soró) da Secretaria de Governo, André Fagundes Cheguhem, do Planejamento, e Paulo Cezar Monteiro, da Infraestrutura. O mais surpreendente: souberam das demissões pelo Diário Oficial — sem sequer um telefonema do prefeito em exercício.

Nos bastidores, a explicação oficial é que não houve arrogância, mas sim um “protocolo rompido”. Fato é que a ruptura entre Velozo e o grupo de Eduardo é agora explícita — e irreversível.

Nem mesmo o infarto recente de Eduardo, na semana passada, provocou um gesto de solidariedade. Fontes próximas afirmam que Velozo não ligou nem à primeira-dama, Polyana Siqueira Campos, e o último contato entre os dois teria sido em 30 de junho, três dias após o afastamento.

Evangélicos no comando

Outro ponto que chama atenção é a ocupação de cargos por aliados evangélicos, especialmente ligados à Assembleia de Deus, igreja à qual Velozo pertence. Além da já polêmica secretária de Educação, Débora Guedes, conhecida por sua defesa da distribuição de Bíblias em escolas (ação revogada por Eduardo), o grupo agora inclui:

  • Patrícia Macena Lino (Habitação)
  • Priscila Alencar Veríssimo (Procuradoria-Geral)
  • Jandir Vasconcelos (Infraestrutura)
  • Juniel de Sousa (Juventude)
  • Fábio Velozo, irmão do prefeito em exercício (Planejamento)

Uns já estavam, outros foram movidos ou recém-nomeados. O fato é que a ala teocrática ganha força, ocupando do primeiro ao terceiro escalão.

Decisão de Zanin é aguardada

Enquanto a expectativa gira em torno da decisão do STF sobre o futuro da prefeitura, Velozo avança como quem não teme retorno do titular. As mudanças sinalizam claramente que ele está confortável no cargo e disposto a firmar território — com aliados fiéis, religiosos e, sobretudo, longe do grupo de Eduardo.

O clima é de guerra fria no Paço Municipal. E pode esquentar ainda mais nas próximas horas.

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