📍Redação Sou Mais Tocantins
O grupo político do deputado federal Vicentinho Júnior (Progressistas) oficializou na tarde desta quarta-feira (2) a entrega dos cargos que ocupava na Prefeitura de Palmas. A decisão aprofunda a crise política que se instaurou após a prisão do prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos) e a posse interina do vice-prefeito Pastor Carlos Velozo (Agir).
Entre os nomes que deixaram a gestão estão:
- Marlei Ribeiro Rodrigues, secretário municipal de Habitação;
- André Luis Nunes Cavalari, presidente da Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp);
- Vicente Alves de Oliveira, secretário extraordinário de Representação em Brasília e pai do deputado Vicentinho Júnior.
A entrega dos cargos foi feita diretamente ao prefeito interino. “Trabalhei para o Eduardo, foi para ele que pedi votos. Vamos aguardar o retorno do nosso prefeito e nos reapresentaremos”, afirmou o deputado Vicentinho. O parlamentar, que já destinou milhões em emendas para Palmas, destacou ainda: “Não estou gostando do que estou vendo”.
Pai de Vicentinho deixa representação em Brasília
O pedido de exoneração de Vicente Alves de Oliveira, figura histórica da política tocantinense, foi interpretado como mais um gesto de fidelidade ao projeto político liderado por Eduardo Siqueira. Vicente ocupava um cargo estratégico, com atuação direta em articulações da capital federal, e era uma das pontes entre a gestão de Palmas e o Congresso Nacional.
“Não me sinto à vontade”, diz ex-secretário
Já o ex-secretário Marlei Ribeiro destacou: “Sou de grupo. Não me sinto à vontade em permanecer onde o prefeito que foi democraticamente eleito não esteja. Me ausento até, com fé em Deus, o retorno do prefeito Eduardo”.
Cavalari exalta lealdade em ofício
O ex-presidente da Fesp, André Cavalari, entregou ofício com forte tom de lealdade. “Reitero minha lealdade e compromisso com o prefeito Eduardo Siqueira Campos, a quem agradeço profundamente pela confiança. Foram meses de intensos aprendizados”, declarou.
Racha na base e reposicionamento político
Nos bastidores, a debandada do grupo de Vicentinho é vista como o reflexo do desgaste político gerado pela gestão interina de Carlos Velozo. A exoneração de aliados históricos de Eduardo, como Carlos Júnior e Renato Oliveira, já havia acendido o sinal de alerta.
Agora, com a saída de Vicente Alves, somada à de técnicos de confiança do grupo, o que se observa é um claro reposicionamento estratégico de lideranças que preferem aguardar o desfecho do processo jurídico e político de Eduardo, reforçando a tese de que seu grupo permanece coeso e ativo, mesmo fora do poder formal.



