Em meio à maior crise política da capital nos últimos anos, dois vereadores de Palmas já procuraram o presidente da Câmara Municipal, Marilon Barbosa (Republicanos), para tratar sobre a possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos), preso preventivamente na nova fase da Operação Sisamnes.
Segundo informações confirmadas por duas fontes com trânsito direto na Câmara, os parlamentares tentam agendar uma reunião com Marilon para discutir os aspectos jurídicos e políticos de um possível afastamento definitivo do prefeito. O presidente da Casa, no entanto, ainda não os recebeu.
A movimentação ocorre em um momento de instabilidade dentro da base governista. Após a prisão de Eduardo, aliados têm demonstrado desconforto com a condução do processo sucessório e as recentes exonerações promovidas pelo prefeito interino, Pastor Carlos Velozo (Agir), que geraram reações públicas e acentuaram o racha político na gestão.
Clima de incerteza e silêncio no legislativo
Apesar do burburinho nos bastidores, nenhum dos parlamentares assumiu publicamente a intenção de protocolar um pedido formal de impeachment. Marilon Barbosa também não se pronunciou sobre o assunto. Procurado por nossa reportagem, o presidente da Câmara manteve silêncio, alegando foco na “estabilidade institucional do município”.
O regimento interno da Câmara e a Lei Orgânica do Município preveem que a abertura de processo de impeachment deve ser fundamentada em denúncia por crime de responsabilidade, o que, segundo juristas ouvidos pela reportagem, poderia ser argumentado com base na prisão e nos fatos investigados pela Polícia Federal e autorizados pelo STF.
Aliados silenciosos e oposição em alerta
Nos corredores da Casa de Leis, o clima é de expectativa. Parte dos vereadores da base ainda aguarda a evolução dos desdobramentos jurídicos para definir sua posição. Já a oposição se articula discretamente, observando o desgaste da imagem do prefeito e as reações da opinião pública.
Enquanto isso, a gestão municipal segue sob o comando interino do vice-prefeito Pastor Carlos Velozo, que nas últimas horas promoveu mudanças administrativas que também acirraram o ambiente político.
A possível abertura de um processo de impeachment promete aprofundar a crise institucional em Palmas e deve agitar os próximos dias no cenário político da capital.




Uma resposta
Vejo com preocupação as mudanças feita pelo vice prefeito PR. Carlos Veloso,pois pode causar desconforto com Eduardo Siqueira que foi eleito legitimamente… Ainda que a prefeitura caiu de bandeja no colo dele,onde está o sentimento de companheirismo e de gratidão?? Veremos os próximos capítulos.