A morte da criança Heloíse Oliveira Santos, de 4 anos, ocorrida após ser internada em Araguaína (TO) com suspeita de encefalite viral, gerou forte comoção entre familiares, amigos e nas redes sociais. A paciente residia com a família na cidade de Piçarra, no sul do Pará.
Conforme relatos da mãe da menina, a orientadora social Hanna Mirelly Oliveira Pinto, de 29 anos, o quadro clínico teve início no dia 3 de setembro com sintoma isolado de dor de cabeça e um episódio de vômito. Diante de avaliações médicas iniciais que levantaram hipóteses de conjuntivite ou problemas de visão, as dores de cabeça persistiram e a criança sofreu uma crise convulsiva. A menina estava com a caderneta de vacinação em dia e não apresentou febre.
Devido ao agravamento dos sintomas, a paciente foi transferida em estado de urgência para o Pronto Atendimento Infantil de Araguaína, referência no atendimento pediátrico no norte tocantinense. Durante a internação na unidade de saúde, Heloíse voltou a convulsionar, perdeu a capacidade de fala e o nível de consciência.
A menina foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi submetida a sedação e intubação. Exames médicos identificaram inchaço cerebral. A equipe médica iniciou o tratamento direcionado à suspeita de encefalite viral e realizou exames adicionais que descartaram o diagnóstico de meningite.
Diante do quadro crítico, a família organizou uma corrente de oração que mobilizou mais de 200 pessoas. Com a ausência de resposta aos estímulos clínicos diários e a constatação da perda de reflexos, os médicos iniciaram o protocolo para confirmação de morte cerebral. Após a realização dos testes regulamentares que comprovaram a paralisação das atividades cerebrais, o óbito foi oficialmente confirmado em 14 de setembro.
A principal linha de investigação médica aponta para uma infecção viral. O laudo com a identificação do agente causador da encefalite depende de exames laboratoriais específicos em análise, cujo resultado tem prazo previsto de conclusão de cerca de 30 dias.
A Prefeitura de Piçarra e o Centro Municipal de Educação Infantil Sementinhas do Amanhã, instituição onde a criança estava matriculada, divulgaram notas de pesar. O sepultamento de Heloíse ocorreu em Piçarra no dia 15 de setembro.



