A chamada “chapa da morte” dentro do Partido Liberal (PL) no Tocantins promete ser uma das disputas mais acirradas das eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa. Sob a liderança do senador Eduardo Gomes, a legenda reúne nomes competitivos, mas enfrenta um cenário matemático desafiador: pelas projeções, o partido deve conquistar cerca de três cadeiras, número inferior ao total de candidatos fortes na disputa.
Isso significa que, mesmo entre deputados com mandato e votação expressiva, ao menos dois devem ficar de fora da 21ª legislatura.
Uma disputa voto a voto
O PL apresenta cinco nomes com densidade eleitoral e trajetórias consolidadas:
- Wiston Gomes
Natural de Araguatins, no Bico do Papagaio, foi eleito com 10.704 votos. Tem forte atuação em defesa do servidor público e do produtor rural, o que lhe garante capilaridade regional. - Gipão
Nascido em Carmolândia, construiu carreira política em Araguaína, onde foi vereador por cinco mandatos e presidente da Câmara em dois períodos. Com forte ligação ao segmento evangélico, foi eleito deputado com 8.271 votos. - Vilmar de Oliveira
Conhecido como Vilmar do Detran, tem uma base consolidada após anos no órgão estadual. Foi eleito em 2022 com 20.683 votos e, se reeleito, chegará à sua quinta legislatura, um dos nomes mais experientes da chapa. - Marcus Marcelo
Professor da rede estadual há mais de 20 anos, já foi vereador e vice-prefeito de Araguaína. Em 2022, conquistou 13.277 votos, com forte apoio na área da educação e no norte do estado. - Moisemar Marinho
Policial Civil, com origem no movimento sindical, presidiu o SINPOL-TO e construiu sua base na segurança pública. Foi vereador em Palmas antes de ser eleito deputado estadual com 12.553 votos.
O desafio da matemática eleitoral
Apesar da força do grupo, o sistema proporcional impõe limites claros. A estimativa de até três cadeiras coloca a disputa interna em um nível extremamente competitivo.
Quem tem mais chances?
Pelos números da última eleição, alguns nomes largam com vantagem:
- Vilmar de Oliveira, pela votação expressiva e recall eleitoral
- Marcus Marcelo e Moisemar Marinho, com bases organizadas e crescimento político recente
Por outro lado, Wiston Gomes e Gipão também possuem nichos eleitorais bem definidos, o que mantém a disputa completamente aberta.
Conclusão
A “chapa da morte” do PL no Tocantins deve protagonizar uma das disputas mais duras da eleição estadual. Com cinco candidatos competitivos para, possivelmente, apenas três vagas, a corrida será decidida nos detalhes.
No fim, mais do que força individual, será a soma de estratégia, articulação política e desempenho nas urnas que definirá quem garantirá lugar na 21ª legislatura da Assembleia Legislativa do Tocantins.



