Em meio à turbulência política provocada pela prisão do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), o prefeito interino Carlos Velozo (Agir) surpreendeu ao exonerar nesta segunda-feira (1º) o então secretário-chefe do Gabinete do Prefeito, Carlos Antônio da Costa Júnior figura de confiança do gestor afastado e voz influente na engrenagem do Paço.
A exoneração repentina junto com a do procurador-geral do município, Renato de Oliveira contradiz diretamente o discurso do próprio Velozo, que na sexta-feira havia prometido aos secretários e dirigentes de autarquias que não haveria mudanças na equipe. Em nota pública, Carlos Júnior classificou a atitude como uma “quebra da aliança política vitoriosa” e acusou o prefeito interino de incoerência.
“Fato é que a prática contradiz o discurso e, em muito pouco tempo, levanta dúvidas sobre a fragilidade de uma aliança política que se mostra desfeita tão rapidamente”, escreveu Carlos Júnior.
Segundo o ex-secretário, a justificativa apresentada por Carlos Velozo foi de que a substituição dos cargos foi uma “solicitação do partido Agir”, legenda pela qual o prefeito interino é filiado e pretende fortalecer sua base.
A saída de Carlos Júnior também simboliza o rompimento público entre o núcleo político de Eduardo Siqueira e o comando provisório de Velozo, ampliando o vácuo de poder e a instabilidade no Paço Municipal.
Na nota, Carlos reforça que seu foco, a partir de agora, será a mobilização em favor da liberdade do prefeito afastado:
“Cargos públicos são passageiros. O mais importante neste momento é que a Justiça devolva a liberdade ao prefeito Eduardo Siqueira Campos. Minha dedicação será exclusivamente ao bem-estar dele e de sua família.”
A movimentação expõe uma fragilidade inesperada na gestão municipal, gerando dúvidas sobre os rumos da administração e abrindo espaço para novas disputas internas, especialmente se o afastamento de Eduardo se prolongar.



